Tosadores precisam estar atentos a alguns fatores que podem prejudicar sua saúde. Dois deles são considerados graves. Grave pela certeza de que a falta de cuidado vai gerar problemas sérios depois de alguns anos de trabalho e mais grave ainda porque quase nenhum profissional leva a sério este risco.
O maior risco é a perda auditiva provocada pelo barulho do secador e soprador. Não existem equipamentos silenciosos, apenas opções com nível de ruído menor. Entretanto o simples uso de protetor auricular durante o uso dos equipamentos é suficiente para anular o risco.
O segundo fator de maior risco a saúde do profissional é o desenvolvimento de problemas de coluna devido a má postura na hora de lavar e tosar os animais. As banheiras normais que equipam 99% dos salões de banho e tosa tem a base adequada para lavar animais de grande porte. Ao curvar-se para lavar animais de pequeno porte o prejuízo a coluna é inevitável. A mesa de tosa também precisa estar em uma altura adequada para a estatura do profissional e regulada de acordo com o tamanho do animal.
A certeza do prejuízo a saúde precisa mobilizar não apenas o tosador, mas também o proprietário do estabelecimento. A precaução deveria acontecer em primeiro lugar por motivos éticos já que o empregador precisa considerar o bem estar dos seus funcionários, entretanto é na justiça trabalhista que o acerto de conta por este descuido vem acontecendo em movimento crescente.
Perda auditiva ou dor na coluna é fácil de ser diagnosticado até quando esses problemas não existem. Basta comprovar a operação de equipamentos inadequados que o funcionário vence o processo trabalhista.
O empregador precisa, portanto tomar suas precauções. Além de oferecer condições adequadas precisa comprovar, para evitar também a ação de pessoas mal intencionadas.
Oferecer aos tosadores e banhistas um simples protetor auricular e dispor de banheira e mesa com regulagem de altura, resolve a questão do bem estar do funcionário.
É fato que raramente um tosador usa protetor auricular mesmo quando a empresa oferece. A saída é fazer o profissional assinar um termo onde confirma o recebimento do equipamento de proteção, se compromete a utilizar e assume qualquer risco caso não utilize.
Veja matéria sobre banheira com regulagem de altura.