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Edição Agosto 2005



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¨Cães de bolso¨ são o último grito da moda nos Estados Unidos

 
Tendência nos estados Unidos que pode chegar logo no Brail, cães de bolso já são campeões de vendas. 


Chihuahuas, yorkshires, malteses. Os cães de companhia são o acessório da temporada nos Estados Unidos, principalmente entre as celebridades, que os desejam no menor tamanho possível e os levam para todo lado.
"Eles estão na moda", afirma a executiva nova-iorquina Susanna Chan, 33, que se enternece ao lembrar de seu lulu da Pomerânia. 
Os cães pequenos, muito procurados em cidades como Nova York, onde os apartamentos não costumam ser grandes, viraram febre nesta temporada, principalmente os "de bolso".

"Em Nova York, existe uma demanda crescente (...) Todo mundo quer levar um cachorrinho debaixo do braço", diz Nicole Rosenthal, responsável pelas vendas da American Kennels, uma das lojas especializadas mais antigas de Manhattan. 

"Principalmente agora, por ter virado moda entre as celebridades. É por causa de Paris Hilton!", explica.

A parede da loja é lotada de fotos de clientes famosos, como as irmãs tenistas Venus e Serena Williams e a atriz Brooke Shields, que mostra seu cão, que mais parece uma bolinha de pêlo branco.

A cantora Britney Spears e a atriz Scarlett Johansson vão às compras com seus respectivos chihuahuas, raça que acaba de entrar na lista das dez mais populares do país, segundo o American Kennel Club (AKC), entidade que mantém o registro genealógico das raças com pedigree.

Muitos criadores se esforçam para produzir miniaturas a partir do cruzamento dos menores animais possíveis. Segundo a moda, os melhores são os "teacups" (xícaras de chá), como Bibi, o lulu da Pomerânia de 2 anos e 2 kg que Susanna cria desde que ele tinha dois meses. 

"Cabia na palma da minha mão!", lembra.

"Os cães pequenos são mais práticos, principalmente numa cidade", explica Susanna, que trabalha muitas horas por dia e não quer ter a obrigação de levá-lo para passear todos os dias. 

"Os cães pequenos brincam em casa e são felizes (...). Eles são perfeitos, porque são como um brinquedo que posso levar para todo canto, pegá-lo para brincar e, quando me canso, colocá-lo de novo na bolsa", acrescenta.

Susanna nunca deixa o cachorro em casa. "Eu o considero um acessório, como uma bolsa. E aonde vou, as pessoas ficam admiradas, elas o adoram", diz a executiva sobre Bibi, que custou US$ 1.800. Segundo Nicole Rosenthal, os preços variam de US$ 500 a 5 mil. Para alguns clientes, quanto menor o cão, mais valioso.

Segundo a "New York Magazine", Paris Hilton acabou dando seu célebre chihuahua para a mãe, já que a jovem herdeira "só gosta de cães quando eles são bem pequeninos, e Tinkerbell cresceu demais".

Em maio passado, uma nova-iorquina conseguiu na Justiça receber uma indenização de mil dólares do criador que lhe vendeu um maltês, porque o cão de 2 kg havia engordado mais um. 

"É impossível adivinhar o peso. Só podemos nos guiar pelos pais do animal e seus criadores", diz Nicole.

Lisa Peterson, porta-voz do AKC, alerta que os cães em miniatura "são tão pequenos e frágeis que podem se machucar facilmente. Além disso, quando os criadores produzem cães menores do que deveriam ser, os problemas começam (...) Como fazer para que um cão que deveria pesar 3 kg pese 1 kg? O que acontece com os dentes e órgãos em um animal tão pequeno? (...) Além disso, quando eles se machucam, é muito difícil para os veterinários encontrar seringas e medicamentos suficientemente pequenos para tratá-los", explica a funcionária, que não reconhece o tamanho "teacup".

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