Dica 5 (para
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Qualidade
da
água
Tipos
de
filtros |
Como
já falamos na dica anterior, o sistema de filtragem é muito
importante para manter a boa saúde dos habitantes do aquário.
Vamos falar mais especificamente sobre os filtros nessa dica.
No
mercado, atualmente, existem filtros de todos os tipos, tamanhos,
cores e preços. O mais importante não é ter um filtro caro ou
potente, mas um que sirva ao aquário que estamos montando. Assim,
por exemplo, um filtro que capte a água na superfície não é o
ideal para um aquário com plantas flutuantes ou para a desova de um
peixe que faz ninho de bolhas; um filtro potente pode sugar alevinos
(filhotes de peixe) muito pequenos e assim por diante.
Vamos
ver os tipos básicos de filtros.
Filtros
internos
São
filtros que ficam dentro do aquário. Podem ser pequenos e movidos
por bombas de ar, até grandes e movidos por bombas de água muito
potentes. Nos dois casos a maior desvantagem é que ocupam espaço
dentro do aquário e devem ser “disfarçados” para não estragar
a beleza da paisagem. Normalmente é usado como filtro mecânico ou
químico e raramente como filtro biológico, devido ao seu tamanho
reduzido. Alguns são modulares ou movidos por bombas submersas e,
nesse caso, podem ter diversos materiais filtrantes, incluindo
suporte para bactérias. Outros podem ser filtros simples de espuma
(parecida com a de travesseiro), ótimos para usar em aquários de
reprodução, pois não oferecem perigo aos alevinos.
O
Filtro Biológico de Fundo
Um
tipo mais específico de filtro interno é o Filtro Biológico de
Fundo (FBF). É um dos filtros mais populares no Brasil. Usa como
material filtrante o próprio cascalho do fundo do aquário.
Funciona fazendo com que a água passe pela cama de pedrinhas
colocadas no fundo do aquário, utilizando-se para isso de uma bomba
de ar ou de água ligada a um conjunto de placas (ou canos)
perfuradas que ficam sob essa cama. O substrato serve como suporte
para o crescimento de bactérias aeróbicas que vão decompor os
dejetos dos seres do aquário e restos de alimento. É muito
eficiente e discreto, mas não serve para alguns aquários, como os
de plantas (pois oxigena demais o substrato) ou de reprodução de
peixes que espalham ovos (pois os ovos acabam se enterrando no
substrato). Atualmente, no entanto, vem caindo em desuso, pois tem a
tendência de acidificar a água do aquário. Isso acontece porque,
normalmente, temos mais peixes no aquário do que esse filtro pode
suportar. Além disso, não fazemos a manutenção devida com a freqüência
necessária. A “sujeira” acaba se acumulando no fundo do aquário
(que é o próprio filtro!) e esse não dá conta. Para termos um
FBF funcionando bem e por muitos anos devemos tomar algumas precauções.
Primeiro: não super-povoar o aquário; segundo: não dar comida
demais; terceiro: sifonar o fundo do aquário pelo menos uma vez por
semana dando uma leve revirada no substrato para levantar a sujeira;
quarto: com uma mangueira fininha tirar a sujeira que se acumula
embaixo das placas de filtro pelo menos uma vez por mês, enfiando a
mesma pela torre da bomba submersa; quinto: se possível usar um
filtro mecânico eficiente para tirar a sujeira mais grossa antes
que ela chegue ao FBF. Se tomarmos esses cuidados, nosso filtro biológico
funcionará muito bem por muito tempo!
Filtros
externos
São
filtros que ficam fora do aquário. Podem ser abertos ou
hermeticamente fechados. Podem captar a água da superfície ou da
coluna d’água. Variam muito quanto ao volume, função, tomada e
devolução da água. Mas todos ocupam pouco espaço dentro do aquário
e são muito eficientes. Alguns ficam pendurados na parede do aquário
e a água retorna numa cachoeira; outros podem ficar dentro do móvel
do aquário, ligados por uma tubulação. Dentro de um filtro
externo pode haver filtração biológica, mecânica e química, ou
qualquer combinação das três. São muitas as possibilidades,
portanto confie no vendedor e, principalmente, leia a respeito antes
de comprar o filtro. Uma grande vantagem é que a manutenção desse
tipo de filtro é fácil e não precisamos por a mão dentro do aquário,
não estressando os peixes.
Filtros
Dry-wet
São
muito eficientes e revolucionaram o aquarismo, principalmente
marinho. São filtros biológicos externos que possuem uma parte
onde ar e água se misturam, aumentando a oxigenação, e onde
existe um substrato com grande superfície para fixação de bactérias
aeróbicas. A outra parte é inundada e possui um substrato poroso
para fixação de bactérias anaeróbicas. Possui várias vantagens,
como alto poder de filtração e maior resistência no caso de uma
parada no fornecimento de energia elétrica.
Filtros
UV (Ultra Violeta)
Usam
luz para esterilizar a água do aquário. Do mesmo jeito que os
raios UV podem nos causar mal, eles matam os microorganismos que estão
na água. Além disso, podem promover algumas reações químicas
que destroem poluentes da água. É, na verdade, um cano com uma lâmpada
dentro por onde a água passa movida por uma bomba. Pode ser muito
útil como filtração complementar, mas nunca como filtro
principal.
Skimmer
Skimmers
são fracionadores de espuma que retiram substâncias nocivas da
superfície de contato ar/água. Funciona injetando-se bolhas bem
finas na base de uma coluna de água e coletando-se essas bolhas na
superfície. Não são muito eficientes em aquários de água doce,
mas podem ser usados. Para coletar as bolhas, em água doce, pode-se
usar perlom no local onde as bolhas chegam. Essas estouram e o
perlom “chupa” a sujeira. Em água salgada as bolhas são mais
densas e não é necessário o perlom.
São
muitas as possibilidades. Uma boa dica é, se você tiver que
economizar em alguma coisa no aquário, não faça isso no sistema
de filtração, pois, na maioria das vezes, ele é o coração do
aquário.
Sempre
leia, pergunte, leia mais ainda, pois só assim nossos peixes vão
ter uma vida digna em nossos aquários.
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