Dica 11 (para imprimir clique aqui)


Plantas aquáticas
O mínimo necessário para mantê-las.

        Numa outra dica falamos que plantas aquáticas vivem bem em aquários, se tivermos o mínimo de cuidados para mantê-las. Nessa dica veremos quais são esses cuidados. É bom salientar que estaremos falando de um aquário com “algumas plantas”, e não de um aquário específico para plantas, como um aquário natural.

        Primeiro o substrato. Da mesma maneira que plantas terrestres precisam de um substrato correto para se desenvolver bem, as plantas aquáticas também precisam de um substrato nutritivo para mostrar um bom desenvolvimento. São inúmeras as opções. Desde pastilhas que devem ser colocadas próximas às raízes das plantas até líquidos que devem ser adicionados periodicamente à água. No Brasil a opção mais comum de substrato nutritivo é a laterita, uma rocha de cor avermelhada devido à presença de ferro em sua composição. Ela deve ser acrescentada na camada inferior do substrato, quando montamos o aquário. Outra opção é o humos de minhoca, que deve ser bem lavado para retirar o excesso de matéria orgânica e colocado misturado na parte inferior do substrato. Para os produtos industrializados, siga as instruções do fabricante.

       Algumas plantas vão muito bem sem a adição de nenhum adubo. É o caso da Elodea e da cabomba, desde que sejam feitas trocas parciais de água com freqüência (pelo menos uma vez por semana).

        Outro fator importante é a iluminação. Na maioria dos aquários ela é insuficiente ou inadequada. O melhor é usar lâmpadas frias, como as fluorescentes, de vapor de mercúrio ou vapor metálico. As lâmpadas incandescentes que usamos para iluminar a casa, além de pouco econômicas, possuem um espectro luminoso que as plantas não conseguem aproveitar para a fotossíntese. Se você tem um aquário com até 50 centímetros de altura, o melhor é usar lâmpadas fluorescentes usando a proporção de 0,3 a 1 W por litro de água do aquário. Assim um aquário de 200 litros deve ter de 60 a 200 W de lâmpadas sobre ele. Do que depende essa variação? Do tipo de planta (se ela gosta ou não de muita luz) e da injeção ou não de CO2.

        Com isso entramos no outro ponto que normalmente causa problemas nas plantas de aquário. É essencial a presença de CO2 para que a planta consiga realizar fotossíntese. No meio aéreo isso não é problema, mas no aquático a quantidade de CO2 é limitada. Na natureza a oferta de CO2 é baixa mais constante. Nos nossos aquários esse gás é rapidamente eliminado quando muitas plantas estão presentes. A solução é eliminar todas as fontes de borbulhamento que podem eliminar o CO2 do aquário, como bombas de ar, pedras porosas e objetos que soltem bolhas, além de filtros que possuam “cascatas” para o retorno da água. Use somente bombas submersas sem ejeção de bolhas. Se isso não for suficiente, será necessário colocar CO2 no aquário através de um reator de CO2. Existem várias maneiras de fazer isso, desde reatores e garrafas de CO2 comerciais até reatores caseiros. Mas isso é assunto para outra dica.

        Uma última coisa: tome cuidado com os peixes que você vai colocar no aquário. Oscars e Kinguios, por exemplo, costumam arrancar as plantas do aquário. Outros peixes herbívoros podem comê-las. Estude os hábitos de seus peixes antes de coloca-los em um aquário com plantas!

        Parece que dá trabalho, mas vale a pena tomar esses cuidados, pois o seu aquário vai ficar muito mais bonito e seus peixes muito mais felizes, sem falar das próprias plantas que agradecerão se mostrando belas e, quem sabe, dando algumas flores.

 



Confira na próxima dica.

Outros parâmetros da água

Até a próxima