Dica 4 (para imprimir clique aqui)


Qualidade da água
- Filtração

Um ponto muito importante para a maioria dos aquários é o sistema de filtração da água. Dejetos dos peixes, restos de comida, plantas mortas são o principal fator de poluição da água do aquário e apenas filtros eficientes associados às trocas parciais da água podem resolver esse problema. Alguém pode dizer: “Mas na natureza não há filtros!”. Vamos ver que isso não é bem verdade.

A movimentação da água é importante para a maioria dos peixes e plantas

Antes da filtração temos que falar sobre a movimentação da água do aquário. Para a maioria dos peixes e plantas ela é essencial. A movimentação da água promove trocas gasosas entre o ar e a água, uniformiza a distribuição de nutrientes, homogeneíza a temperatura, movimenta o sistema de filtragem etc. Mas o quanto de movimentação é necessário? Isso depende do tipo de peixe que se pretende criar. Um aquário com Betta splendens praticamente não precisa de movimentação de água. Já um aquário de plantas ou com peixes de rios rápidos necessita de boa movimentação. Um aquário comunitário deve levar em conta as necessidades de todos os seus moradores, devendo-se criar vários ambientes (com o auxílio da decoração). A movimentação da água pode ser obtida de várias maneiras, mas a mais comum e eficiente é a colocação de compressores de ar que soltam bolhas dentro do aquário ou bombas submersas, que são mais eficientes e silenciosas. São indicadas para qualquer tipo de aquário, pois atualmente existem bombas de diversas capacidades e tamanhos. Em aquários de plantas são imprescindíveis, pois não pode haver borbulhamento para não remover o CO2 da água. Falaremos disso em outra dica.

Os compressores de ar injetam ar na água através de uma mangueira, normalmente ligada a uma pedra porosa, fazendo com que essa água se movimente. É um sistema menos eficaz de movimentação da água, no entanto promove uma maior aeração. Alguns filtros só funcionam utilizando esse sistema.

Movimentação da água 
com bomba submersa supera 
os compressores de ar e 
são totalmente silenciosos.

Quanto à filtração propriamente dita, há, basicamente, três tipos: a mecânica, a química e a biológica. A seguir falaremos sobre cada uma delas.

Filtração Mecânica

A filtração mecânica é aquela que retira os resíduos sólidos que estão em suspensão na água. Normalmente é feita por um material inerte, como a lã acrílica, chamada nas lojas especializadas de “perlom”. É muito útil e necessária, principalmente como pré-filtro e na fase de maturação do aquário.

 

Filtração Química

A filtração química é aquela que remove compostos nocivos (principalmente fenóis) da água do aquário através de carvão ativado ou de reações químicas utilizando reagentes específicos. Por exemplo, removedores de fosfato ou de nitrato. São úteis e importantes, mas devem ser usadas com bom senso, pois retiram também substâncias que são necessárias.

Filtração Biológica

A filtração biológica é aquela promovida por bactérias que transformam os dejetos dos peixes, restos de alimento e plantas mortas em substâncias menos nocivas. É a mais importante e deve ser cuidadosamente considerada. São as bactérias que realizam o ciclo do nitrogênio, onde a amônia contida nas excreções dos peixes e material em decomposição é transformada em nitrito e depois em nitrato por bactérias aeróbicas (que precisam de oxigênio), e os nitratos são convertidos no gás nitrogênio (N2) por bactérias anaeróbicas (que não precisam de oxigênio). Nos aquários de água doce, normalmente não há regiões anaeróbicas. Então o ciclo do nitrogênio é interrompido no meio, ficando os nitratos no aquário, onde se acumulam. Apesar do nitrato não ser muito tóxico, são necessárias trocas de água com uma certa freqüência para resolver esse problema.

 

Filtro biológico é o mais utilizado

 

            Há mais tipos de filtração, como o filtro de UV, fracionadores de espuma (os skimmers) etc., mas esses três são os mais importantes para aquários de água doce.

Desses três tipos de filtração o mais importante é, sem sombra de dúvida, a biológica. É ela que evita que nossos aquários virem um lixão subaquático.

Na natureza, esse tipo de filtração ocorre espontaneamente, pois nos leitos dos rios e lagos sempre existem bactérias para realizá-la. Como o volume de água costuma ser muito grande, nesses ambientes a água costuma ser de boa qualidade. É uma verdadeira judiação tirarmos um peixe de seu ambiente natural e não darmos, no mínimo, condições ideais para que ele sobreviva. Para isso, investir em filtração é fundamental. O sistema de filtragem no aquário é uma coisa na qual não devemos economizar.

Sobre os tipos de filtro falaremos na dica da semana que vem.

 



Confira na próxima semana a dica:  
Tipos de filtros.


Até a próxima