Dica 15 (para
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| Os
diversos
tipos
de
aquário
marinho |

No mar é possível encontrar representantes de praticamente todos os grupos de animais e plantas existentes em nosso planeta. Ao contrário do aquário de água doce, onde ficamos limitados a peixes, plantas e uns poucos invertebrados (como pitus e caramujos), no aquário marinho podemos ter peixes, cnidários (corais, anêmonas, gorgônias etc.), artrópodes (caranguejos, camarões, cracas etc.), moluscos (ostras, polvos, mexilhões etc.), algas (verdes, vermelhas, marrons), esponjas, e mais um sem número de seres vivos.
No entanto, precisamos, antes de montar o aquário, decidir que tipo de organismos queremos criar e de que região eles são provenientes. Essas duas escolhas vão nos guiar na montagem e na manutenção do nosso aquário.
A primeira opção é a de montar um aquário só para peixes. Esse tipo de aquário é muito parecido com o aquário de água doce convencional. Tudo o que precisamos é a cuba de vidro, um sistema de filtração muito bom, a decoração do aquário, um sistema de controle de temperatura e a decoração do aquário, além, é claro, da água salgada. Cabe dizer que num aquário de água salgada cabem menos peixes que num aquário de água doce. Assim, se você quiser ter muitos peixes, é bom pensar num aquário grande. No mais, valem as mesmas regras que para um aquário de água doce: escolha peixes que convivam bem, pense no tamanho que eles vão ficar quando adultos e ofereça esconderijos para os mais tímidos ou menores. Deve-se ter atenção especial com os parâmetros químicos da água, mas isso é assunto para outro texto.
Outra opção é um aquário para peixes e invertebrados rústicos. Por invertebrados rústicos quero dizer estrelas do mar, alguns camarões, caranguejos e algumas anêmonas mais resistentes. Nesse caso, o aquário deve ter as mesmas características que o de peixes, mas a escolha dos animais deve ser cuidadosa. Você não vai querer colocar no aquário, junto com um camarão, um peixe que coma camarões! Além disso, a quantidade de esconderijos deve ser maior e o cuidado com a alimentação também, pois alguns animais são bem mais lentos que os outros.
Uma terceira opção é um aquário só para invertebrados, ou pelo menos com ênfase nesses animais. Aqui as opções são enormes. Você pode ter desde uma estrela do mar até um recife de corais em miniatura. Para esse tipo de aquário devemos ter mais cuidado com a filtração, a alimentação e, principalmente, com a iluminação. Muitos dos animais obtêm sua alimentação a partir da fotossíntese realizada por algas que vivem dentro deles! É uma simbiose que acontece principalmente entre os corais e as algas chamadas zooxantelas. Sobre esse assunto, falaremos mais profundamente num próximo momento. Uma observação interessante é que esse tipo de aquário pode ser muito pequeno. Num aquário de 36 litros, por exemplo, é possível manter uns vinte tipos de invertebrados e uns três ou quatro peixes pequenos! Basta saber o que está fazendo.
O que está realmente na moda atualmente, são os aquários que imitam recifes de coral, chamados mini-reefs ou aquários de rochas-vivas. Existe muita controvérsia e muita coisa errada tem sido dita sobre esse tipo de montagem. O principal problema é a ausência de literatura especializada sobre os animais existentes na costa do Brasil. A maioria dos livros e artigos de revistas é sobre animais de outras regiões do mundo, como o Mar Vermelho, o Caribe e a Austrália. Tentar aplicar técnicas desenvolvidas para animais dessas regiões em animais brasileiros não dá certo na maioria das vezes. Assim, os aquaristas brasileiros ainda estão carentes de literatura especializada sobre nossos animais e como criá-los corretamente.
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