Dica 12 (para imprimir clique aqui)


Outros parâmetros da água

Nós já discutimos os principais parâmetros da água de nossos aquários, que são pH, temperatura e dureza, mas há outras coisas a serem levadas em consideração que, no conjunto, são tão ou mais importantes que as anteriores.

Esse tópico já foi parcialmente discutido quando falamos sobre plantas, mas daremos agora outro enfoque. Os nutrientes são as substâncias dissolvidas na água e presentes no substrato que podem ser utilizadas pelos produtores primários do aquário (as plantas e algas) e absorvidos pelos outros animais. No caso das plantas e algas, os principais são: o gás carbônico (CO2), chamado de nutrição orgânica, o nitrogênio (N), o fósforo (P) e o potássio (K). Se você prestou atenção, percebeu que os três últimos são os mesmos dos adubos para plantas terrestres, o famoso NPK, que chamamos de nutrição mineral. Todos esses são chamados de macronutrientes. Há também os micronutrientes, como magnésio, cálcio, iodo, etc. A essa altura você deve estar pensando: “Eu vou ter que saber tudo isso?” Não necessariamente. O que você precisa saber é que o balanço dessas substâncias é importante e que, se ele não ocorrer, podem acontecer “boons” (crescimento descontrolado) de algas ou a morte das plantas. Como corrigi-lo? Existem no mercado ótimos produtos para reposição de micro e macro nutrientes, tanto para aquários de água doce como para aquário marinho.
Aqui cabe falar sobre a “lei do mínimo”. Essa lei diz que o nutriente que estiver em menor quantidade é o que limita o crescimento de um organismo. Vamos supor que uma planta precise de nitrogênio, fósforo e potássio em proporções iguais para se desenvolver bem. Por exemplo: 10g N : 10g P : 10g K. Agora vamos supor que no seu aquário a quantidade seja 10g N : 5g P : 10g K. O nutriente que existe em menor quantidade é o que vai limitar o crescimento da planta. Portanto essa planta não vai conseguir usar o N e o K, mesmo eles estando em excesso. O que sobra é usado pelas algas e bactérias. Portanto os nutrientes devem ser levados a sério!

Gases dissolvidos

O CO2 citado acima está presente no aquário na forma gasosa. Há um balanço entre CO2 e O2 (oxigênio) que é um pouco delicado. Se houver muito CO2 e pouco O2, os peixes podem morrer sufocados (eles ficam “boquejando” na superfície); se houver muito O2 mas pouco CO2, as plantas não conseguem fazer fotossíntese. Nesse último caso, em aquários plantados, o pH tende a subir. Esse equilíbrio deve ser alcançado com muita observação, testes e equipamento necessário. Para aquários onde a ênfase está nos peixes é um pouco mais fácil, pois é só caprichar na aeração. Para aquários plantados a coisa é um pouco mais complicada e demanda estudo e prática.


Poluentes

Chamamos de “poluente” tudo o que não devia estar no aquário e causa algum dano ao ambiente. Isso significa que pode haver poluição química e orgânica, que é a que estamos mais acostumados, ou visual e sonora. Por exemplo, excesso de nutrientes é um exemplo de poluição química. O resultado é “boom” de algas, que se aproveitam desses nutrientes, ou a morte de peixes. Muitos peixes no aquário ou filtro ineficiente ou falta de manutenção podem causar poluição orgânica, devido à decomposição dos dejetos dos peixes. A água fica amarelada, devido à presença de bactérias. A poluição visual afeta mais a nós do que aos peixes. Ora, o aquário é um ótimo instrumento de relaxamento. Se não prestarmos atenção na decoração, podemos criar um ambiente tão colorido e desorganizado que ele deixa de ter ação relaxante. Mas isso depende de gosto, portanto é subjetivo. Já a poluição sonora afeta diretamente os peixes. Talvez você não saiba, mas os peixes produzem sons o tempo todo. Mas o aparelho auditivo dos humanos não consegue captá-los. O aparelho auditivo dos peixes, por outro lado conseguem captar esses sons, pois é um “ouvido” muito diferente do nosso. Além disso, sua linha lateral capta a mais leve vibração na água. Imaginem o efeito de uma bombinha de ar colocada sobre a tampa de vidro do aquário... Ela faz com que tudo vibre e, se nos causa transtorno, deve causar um transtorno maior ainda nos peixes. Colocar uma bomba de ar o mais longe do aquário possível é uma boa prática.

Mais uma pequena dica: a fumaça de cigarro é um veneno para o meio aquático. Evite fumar perto de um aquário. Se houver uma festa em sua casa na qual as pessoas vão fumar no mesmo ambiente em que o aquário se encontra, tome algumas precauções. Interrompa a entrada de ar das bombas submersas. Se isso não for possível, coloque filtros de carvão ativado na entrada de ar para que o ar seja limpo antes de entrar no aquário. O mesmo vale para bombas de ar e skimmers nos aquários de água salgada. Cubra o aquário com um tecido grosso. Ele vai filtrar parte da fumaça, mas vai permitir as trocas gasosas. Peça para as pessoas evitarem fumar próximo ao aquário.
Observando e estudando cada vez mais, é possível, sem muito esforço, melhorar a qualidade de vida de nossos amigos, os peixes. 

 



Confira na próxima dica:

Decoração do aquário

Até a próxima